Jornal Ibiá, 10 de setembro de 2009.

Relacionamentos são complexos. E interessantes. O ser humano tem diversas formas de manifestar sentimentos parecidos. O amor, por exemplo. Existem diversos tipos de amor. Quando encontrar o seu par, ou achar que encontrou - isto é sempre tão relativo quanto a umidade do ar -, cabe pedir ajuda para ver onde este amor se enquadra. Procure o seu guru, ou o cupido da história - tem que correr, eles sempre fogem depois da flechada e antes do testemunho oficial -, seu terapeuta, o cardiologista ou um agiota. Tanto faz. Isto pode salvar vidas e contas bancárias. Ou, pelo menos, poupar esparadrapos.
O problema é saber qual amor dá segurança. Que há tipos complicados. Outros, já são mais maleáveis. O amor gremista, por exemplo. Fiel. Não faz nada fora de casa. Ou o amor Rubinho, cuja felicidade é ver o outro sempre em primeiro lugar. Tem o amor bolsa família, que o mês todo nem te vê, mas te dá uns trocados e se dá por satisfeito. O amor Sarney, que só pensa na família. Como pensa. Compensa. E o amor Barack Obama. No início, surpreendente. Em seguida, se revela igual aos outros.
Existem aqueles casos mais intrincados. Como o amor crack. Se entra, não consegue sair. Nem querendo. Destrói sua vida e a dos outros. Acaba na delegacia, no hospital ou cemitério. Ou tudo junto. E o amor gripe suína. Deu mole, te pegou. O amor Yeda. Diz que ama, mas bate. E amor Dunga. No início, ninguém quer. Mas ele sempre vence. Até na Argentina.
Há outros. Como o amor pagodão, feito em grupo. Amor tecnoplatônico, via internet. Amor tatu, toda hora no buraco, e amor pazinha de sorvete, que não para de se meter em fria. O amor papel higiênico - quando não anda enrolado, está na m. E o amor pereba, onde o que importa mesmo é a pele. Aí vem amor bergamota ponkan, só casca, amor agulha, que deixa furo, amor febre, só na cama, amor pipoca doce, amor chuchu, geléia, rebimboca da parafuseta e por aí vai. Até amor novo acordo ortográfico tem. Enfim. Tudo é amor.
Os homens só não entendem um. O que, dizem, o cara lá em cima tanto fala e até tentou implantar. Mas perdeu audiência para a novela das oito, que tem outros conceitos. Seria o tal do amor de verdade. Alguém aí sabe que bicho é esse?
2 comentários:
É...Como diriam os finados Mamonas: "o amor é uma faca de dois legumes". Quanta porrada sutilmente colocada, tanto no amor como na política, na cultura, no entretenimento. Baita texto. Merece uma boa discussão acompanhado de uma cerveja em um bar do centro.
Humm... bicho? rss rss. O amor verdadeiro soh encontramos qdo miramo-nos no espelho! (Só por nós mesmos.)E aí então, despertando o desejo nos demais seres, por um amor taum verdadeiro qto. o q resplandecemos. Bjus, meu amigo! Já te disse q eu gosto de ler o q tu escreve? rss rss deve ser de família.
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