(a charge acima nos faz pensar no tipo de esquerda que temos hoje em nosso país. Caricata, oportunista ou apenas estratégica?)
Na última semana, tive uma lembrança boa e outra ruim dos anos 80. Ruim foi ouvir do presidente - justo quem era a esperança juvenil de democracia, justiça social e aquilo tudo que a gente imprimia em panfletos estudantis, contra as ditaduras econômica e cultural deste país - que nossa polícia não presta. Só entra em vila pra bater. E prender negros. Caramba! Que discurso vencido! Cadê a assessoria pra lhe contar o que acontece no Brasil?
Concordo, Lula é um presidente melhor que muitos outros. Também, o parâmetro é medíocre. Comparar Maxi Lopez com o ataque do Aimoré não tem graça. Quero ver o seu máximo. O problema, de certos tipos, é falar com facilidade do que não sabem. Talvez porque nunca chegam perto da realidade. Nem querem saber dela. Ele, e outros aí, das mais variadas siglas, precisam aulas de polícia comunitária. As que nós temos há anos. Visitar trabalhos feitos por policiais civis e militares por este país afora, saber resultados.
Só no RS, somos meio milhão de ativos, inativos e familiares. Muitos mutilados ou chorando ausências. Há quem entra desarmado na perifeira por seu trabalho social. Gente que prende quem precisa e cujos filhos merecem, pelo menos, respeito. Ainda mais do presidente. Todo setor público tem problemas. Inclusive as polícias. Mas o problema maior está bem mais acima. E é feio generalizar. E policiais, como professores e profissionais da saúde, estão justamente onde os políticos são mais ausentes.
Noutro dia, ouvi o mesmo tipo de bobagem de um caricato político local. Um sujeito que, após uma vida na direita (até na ditadura), de repente acordou esquerda. E radical. Com meia dúzia de discursos tão enrolados quanto exibicionistas e confusos. Veio defender traficantes de um bairro cujos moradores de bem - a maioria - agradecem todos os dias nossas ações. Claro, ele só vai àquela comunidade pra plantar palanque futuro, nem sabe o que acontece. Nunca pisou na lama com um policial e quer dar pitaco. Mas a comunidade vê. E sabe diferenciar.
Gente assim perde o respeito. E o amigo. Mais um pouco, ganham ferrenhos cabos ANTIELEITORAIS.
Ah, a boa lembrança? Conto semana que vem.
1 comentários:
ja li coluna sem comentario so nota 10,bjus
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