
Tem clássico na Bizarreia. O time azul perdeu igual ao vermelho – imitou escore e desespero -, embora nem tenha chegado à final, como o outro. Mas diz estar embalado. Não está entre os primeiros, porém isto não importa. Está bem. Muito bem. Ganhou daqueles cuja camiseta, outro dia, vestiram entusiasmados, tudo em nome da derrota alheia. Que a derrota alheia é melhor que uma vitória própria. O vermelho não se importa. De campeão de tudo, virou vice-campeão de tudo, mas afirma: seu treinador é bom. Perde, mas é bom. Não forma ataque, nem defesa, não empolga, não comanda, não explica ao time que a bola é aquele negócio redondo que pula de um lado para o outro no gramado - e, por favor, não morde – e precisa entrar entre aquelas três traves que seguram uma rede. Entre. Não sobre, nem ao lado, nem na arquibancada. Mas é bom, o treinador. E, embora só tenha títulos azuis no currículo, merece toda confiança.
Ainda bem que nem só de futebol vive a Bizarreia. Vive também de discussões. O fantasma na casa do Michael Jackson. Importante. Quem vai ficar com Muricy. Fundamental. O último silicone da Vera Fischer. Os atos, desacatos e carrapatos do senador. Bom saber, embora nunca se saiba exatamente de tudo. Nem dos todos. Aliás, tentam convencer que o bom mesmo é nem saber. E saltitar atrás do trio elétrico. Ainda que dê choque. Rindo, a gente não sente. Ainda mais banguela.
Agora a Bizarreia debate um novo problema. Segurança pública. Novíssimo. Um incauto ainda se meteu a avisar: tudo que não se quer resolver, se discute. Sempre foi assim. E tudo continua como está, como sempre esteve. Disseram que ele distorcia as discussões discutidas do disco um ao novecentos. E nunca mais o convidaram. E discutiram.
Conclusão brilhante, após estudos quânticos e teorias sobre conspirações interplanetárias e reparações freudianas: tem muito crime, na Bizarreia. E muito bandido. Cada vez mais. O que fazer, perguntaram, escabelados, os entendidos, os intrometidos e os oferecidos. O que fazer?
Simples. Terminar com a polícia. Óh! Aplausos emocionados e intervalo. Afinal, tem que se dar um tempo para discutir o futebol.
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